Foi num sábado acredito eu, o sol brilhava forte no céu como há muito ao se via, aquilo era como se fosse um sinal de que era o dia dele, mesmo que ele nunca tivesse realmente acreditado em sinais. Havia chovido a semana toda, as ruas ainda estavam molhadas, como se estivesse pisando em um campo minado; mas hoje fazia sol. Há muito tempo ele esperava por aquele dia, e agora que ele havia chegado, era quase impossível de acreditar. Quantas vezes ele já tinha escrito sobre como aquilo deveria ser, de como ele esperava que fosse, de como ele idealizou que fosse.
Ela chegaria naquela tarde, linda como ele nunca vira antes, e seus olhos estariam brilhando, assim como os dele m todos os momentos que pesava sobre aquele dia. Ela chegaria lida, em uma saia rodada, em um tom de jeans desbotado, e logo que o vira precisou segurar, pois o vento não parava de levanta. Usaria um batom rosa, tão rosa quanto suas bochechas quando estava com vergonha, e ah... como ela ficava linda com vergonha! Aquilo lembrava o dia em que se conheceram, ou melhor, no dia em que ele a conheceu, ela estava sente em uma roda de amigas, não fazia idéia sobre o que elas conversavam, mas suas bochechas estavam rosadas, tão rosadas. Foram quatro longos meses até que ele tomasse coragem para dizer oi, e na verdade não disse, ela disse; não na verdade um oi, a verdade ela reclamava de que não havia sinal algum de celular naquele lugar, a não ser no celular dele, é claro.
Estava ficando tarde, mais tarde do que ele havia previsto, mas tudo ainda estava bem, provaelmente estav se arrumando, tentando ficar Laís linda do que já ea naturalmente, mesmo que ele achasse que nada daquela maquiagem fosse necessária.
Foi então que começou a chover, chover como nunca havia chivido antes, por mais que ele não estivesse molhado, seu coraçação estava inundado. Chovia. Não era o dia dele, era o dia de qualquer um, mas não era o dia dele. Ningupem viria encontra-lo, não haiv aniguém para encontr-alo, ela nunca chegou, sua saia nunca voou, aquela não era sua história, mas bem ,era sua vida. Chovia, e não havia ninguém que lhe oferecesse um guará chuva. E chovia. Mesmo que ele não se molhasse nem um pouco, não havia nada alem da chuva. Não havia ninguém.
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